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80% das empresas de São Carlos, SP, descumprem cotas para deficientes

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Um levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) apontou que 80% das empresas de São Carlos (SP) com 100 ou mais funcionários descumprem totalmente a lei federal que estabelece reserva de até 5% das vagas para pessoas com deficiência. A justificativa das empresas, segundo o órgão, é a falta de qualificação profissional. Em Araras, 18,75% das empresas descumprem, mas instituições da cidade fizeram parcerias com o Senai e começaram a oferecer cursos técnicos para os jovens.

 

A lei de cotas é obrigatória e a empresa que desrespeita pode ser punida com multa calculada de acordo com a quantidade de funcionários não contratados e ainda responder ao Ministério Público do Trabalho.

 

Para muitos deficientes físicos, garantir uma vaga no mercado de trabalho é uma barreira quase intransponível.  Em Rio Claro, o descumprimento à legislação, total ou parcial, também é considerável e chega a 75%.

 

O gerente do Ministério do Trabalho de São Carlos, Antônio Valério Morillas Júnior,  afirmou que  a maioria das empresas justifica a irregularidade pela falta de qualificação dos candidatos com deficiência.  “Como a alegação de uma forma geral é essa, nós trabalhamos em parceria com segmentos governamentais e não-governamentais no sentido de poder qualificar o maior número de pessoas com deficiência para facilitar a contratação”, afirmou.

 

O voluntário Luiz Carlos Sentinela tentou uma vaga, mas não passou da primeira entrevista.  “A moça me perguntou se eu já tinha concluído a escola e se eu ia ter dificuldades para me locomover na empresa. Terminou a entrevista e nunca mais entraram em contato”, disse.

 

Qualificação em Araras

 

A associação Avida, que atende pessoas com deficiência em Araras, tenta mudar essa realidade oferecendo qualificação em uma parceria com o Senai. Contudo, a auxiliar administrativa do local, Regina Beretta, explicou que a dificuldade de inserção no mercado ainda é grande.  Ele afirmou que nos primeiros cinco meses deste ano encaminhou 75 currículos, mas apenas cinco pessoas foram contratadas. “Nem sempre as empresas estão preparadas para receber esses deficientes, seja por [questão] de mobiliário ou por treinamento de pessoal. Algumas deficiências a empresa não solicita para a gente, então tem alguns casos que é muito difícil encaminhar”, destacou.

 

Com baixa visão, a estudante de pedagogia Luana Barco buscou alternativas. Ela trabalha há quatro anos como voluntária na equipe da associação.  Ela contou que já passou por uma situação constrangedora quando uma empresa quis contratá-la. “Falaram que ia ser muito difícil conduzir uma pessoa com deficiência, tanto para ir ao banheiro como para ir a uma sala ou refeitório. Eles não acreditam na capacidade da pessoa que tem deficiência”, lamentou.

 

O Centro de Atendimento Educacional Especializado (CAEE) também buscou apoio do Senai e vai oferecer neste ano quatro cursos de qualificação para 25 alunos. São eles: lapidação manual de pedras preciosas, modelagem e torneamento cerâmico, serigrafia e entalhe em madeira.
Segundo a diretora da escola, Cissa Pereira, esse é só o primeiro passo para a profissionalização dos alunos. “A gente está capacitando mão de obra para mandar para o mercado de trabalho profissionais com nível para que sejam bem aceitos em Araras e em qualquer lugar”, afirmou.

 

A estudante Fernanda Zerbini chegou a trabalhar por quatro meses, mas não deu certo. Agora ela não vê a hora de concluir o curso no CAEE. “Eu vou ver se abro um negocinho para continuar o curso em casa”, ressaltou.

 

Fonte: G1

 

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