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Conselhos julgam ISS de franquias

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Sem ter como esperar por uma definição do Supremo Tribunal Federal (STF), o Conselho Municipal de Tributos (CMT) de São Paulo tem julgado processos que discutem a cobrança de ISS sobre as atividades de franquias dos Correios. As decisões, na maioria dos casos, são desfavoráveis aos contribuintes. Em Curitiba, os processos também estão sendo julgados. Mas na capital paranaense, ainda não há como apontar um vencedor.

 

Com decisões desfavoráveis na esfera administrativa, franquias de Correios têm levado a questão para o Judiciário. Os julgamentos administrativos em São Paulo e Curitiba continuam a ocorrer porque os regimentos internos não permitem a paralisação dos processos. Os 1.030 franqueados do país tentam a isenção do ISS sobre suas atividades, como venda de selos e a coleta de cartas ou encomendas, que posteriormente são recolhidas pelos Correios e enviadas aos seus respectivos destinatários.

 

Apesar de atuarem em atividades muito próximas às dos Correios, as franquias não desempenham funções abrangidas pelo monopólio dos Correios, como a entrega de cartas. Mas buscam a mesma sorte do franqueador que conseguiu neste ano, por meio de decisão do Supremo, estender a imunidade para todos os seus serviços. Hoje, há duas ações na Corte sobre a tributação de franquias, uma delas ajuizada pelos franqueados dos Correios.

 

O caso no STF citado pelos conselheiros envolve uma franqueada de uma rede de fast-food. O processo deve ser julgado por meio de repercussão geral. Advogados, entretanto, apontam que apesar de tratar de franquias de modo geral, o julgamento não interferirá no caso das franqueadas dos Correios, por conta das peculiaridades dos contratos com a empresa pública. Essa ação foi proposta pela Associação Nacional das Franquias Postais do Brasil (Anafpost).

 

Para o assessor jurídico da Associação Brasileira das Secretarias de Finanças das Capitais Brasileiras (Abrasf), Ricardo Almeida, o reconhecimento de que não incidiria ISS poderia criar uma diferenciação entre as franquias postais e outras empresas privadas. “As agências franqueadas realizam guarda de valores e transporte de cargas, que são tributadas”, diz.

 

Fonte: Valor Econômico

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